- O que queres que eu diga?- Quero que me chames cada palavrão que puderes pensar, em cada língua que conheças. Quero que me digas que estás com nojo de mim e que vás embora para que eu possa implorar e rastejar de joelhos para que tu fiques.
- Desculpa - Ele suspirou. - Não posso fazer isso.
- Pelo menos pára de tentar fazer com que eu me sinta melhor. Deixa-me sofrer. Eu mereço.
- Não - murmurou ele.
Eu assenti devagar.
- Tens razão. Continua a ser compreensivo demais. Isso deve ser pior.
Ele ficou em silêncio por um momento e senti uma carga na atmosfera, uma nova urgência.
- Está a chegar - declarei.
- Sim, faltam alguns minutos. Tempo suficiente para dizer uma coisa...
Esperei. Quando ele finalmente voltou a falar, estava sussurrando.
- Eu posso ser nobre, Bella. Não vou fazer que escolhas entre nós dois. Sê feliz e tu podes ter a parte de mim que quiseres, ou nenhuma delas, se for melhor assim. Não deixes que a tua decisão seja influenciada por nenhuma dívida que pense ter comigo.
Eu levantei-me, atirando-me de joelhos.
- Droga, pára com isso - gritei-lhe.
Os seus olhos arregalaram-se de surpresa.
- Não...Tu não entendes. Não estou a tentar fazer com que te sinta melhor, Bella. Eu falei sério.
Maldito Cullen absolutamente desejável!